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Dor na lombar – causas e tratamento

Também conhecida como lombalgia, a dor na lombar é um problema mais comum do que se imagina, chegando a afetar até 80% da população em algum momento da vida.

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Somente nos Estados Unidos são gastos cerca de 50 bilhões de dólares todos os anos para controlar as dores daquela que é uma das principais causas de afastamento do trabalho. No Brasil, que também apresenta altos índices de dor na lombar, nada menos que 100.000 pedidos de licença foram realizados em 2014 apenas por conta de problemas na coluna.

Isso significa que as dores nas costas – sendo a lombar a mais comum delas – têm aumentado a cada ano, o que se deve em grande parte ao maior número de horas que passamos sentados ou com uma postura incorreta.

Se você sofre com dor na lombar, saiba que você pode utilizar um tratamento que pode ajudar a melhorar os sintomas; já quem não tem dores pode tomar medidas de precaução para não virar parte das estatísticas.

O que é lombalgia?

Chama-se de lombalgia ou dor na lombar o conjunto de manifestações dolorosas que acontecem na região mais baixa da coluna, próxima à bacia. Logo, a dor nas costas não é uma doença, mas sim um sintoma de diferentes problemas clínicos.

A dor nas costas pode inclusive ser causada por fatores que se localizam em outros pontos do corpo (conhecida como dor referida).

Tipos de dor na lombar

A lombalgia pode ser:

  • Aguda: tendo como causa um mau jeito na coluna ou então espasmos musculares que produzem rigidez nos músculos da região próxima ao sacro. Em geral, a dor desaparece dentro de 4-6 semanas;
  • Crônica: embora mais comum em pessoas acima dos 50 anos, pode ocorrer em todas as idades. A definição de dor na lombar crônica é de uma dor persistente nas costas que dura por mais de 3 meses.

Depois do resfriado comum, a dor na lombar crônica é o problema de saúde mais comum na população mundial.

De acordo com o National Institute of Neurological Disorders and Stroke dos Estados Unidos, aproximadamente 20% das pessoas afetadas por dores na lombar irão desenvolver dores crônicas.
O que pode ser a dor na lombar?
Raramente a dor na lombar está associada a doenças graves na coluna, mas se este for o caso, a melhor opção é procurar acompanhamento médico.

Infecções, tumores, síndrome da cauda equina, aneurismas, fibromialgia e pedras nos rins podem causar a dor na lombar, mas são pouco frequentes e não costumam ser os maiores culpados pelo desconforto na região.

A maior parte dos casos de dor na lombar tem natureza mecânico-degenerativa, isto é, pode ser causada por uma alteração funcional de alguma parte da coluna, ou então por encurtamento dos músculos – sobretudo os lombares, posteriores da coxa e os músculos da perna.

Levantar peso de maneira errada, realizar movimento súbitos de flexão e torção do tronco, hérnia de disco e artrose da coluna são alguns dos fatores mais comuns associados às dores na lombar.

Outros fatores de risco para o desenvolvimento de dor na lombar incluem o excesso de peso, tabagismo, sedentarismo, má postura, falta de descanso adequado, lesões esportivas, gestação e fatores ocupacionais.
Causas da dor na lombar
Existem uma série de fatores que podem gerar dores na lombar, mas estima-se que 9 em cada 10 pessoas que sofrem com o problema desenvolvem a dor pelo uso excessivo e a degeneração natural que ocorrem nas articulações, discos e ossos da coluna com o passar da idade (traduzindo: o envelhecimento normal da coluna).

Por este motivo, a dor crônica costuma ser comum em pessoas mais velhas, cujas estruturas da coluna já passaram por décadas de uso.

Deformidades estruturais – como a escoliose (curvatura da coluna vertebral que pode começar a gerar dor a partir dos 40-50 anos) e a lordose (curvatura excessiva da coluna na região lombar) também são possíveis causas de dores na lombar.

Dor lombar não é coisa de gente velha 

O fato de ser mais comum em pessoas de meia-idade não significa que a dor na lombar afeta exclusivamente quem já passou da quarta ou quinta década de vida.

A tensão, o estresse (que causam dolorosas contraturas) e sobretudo a postura incorreta de jovens que passam horas sentados em frente ao computador são fatores que estão garantindo que a dor lombar apareça cada vez mais cedo na população.

A rigidez dos músculos, aliada a um desequilíbrio e enfraquecimento da musculatura na região da coluna, pode causar dores agudas na região lombar. Em situações repetitivas – dias e mais dias na mesma posição, seja ela sentada ou em pé – estas dores podem se tornar crônicas muito antes dos 40 anos.

Causas mais comuns de dor na lombar

Alguns exemplos de problemas mecânicos que causam desconforto na região lombar:

– Distensão muscular

O estiramento de um músculo ou ligamento é a causa mais comum de dor aguda na região lombar.

Má postura durante um exercício na academia, agachar incorretamente para pegar um objeto ou girar o tronco bruscamente pode causar pequenas lesões nos músculos das costas e provocar um processo inflamatório.

Estes movimentos também podem causar espasmos musculares que, embora dolorosos, costumam desaparecer dentro de poucos dias ou semanas.

– Trauma

Esportes – principalmente os de contato -, quedas e acidentes (domésticos ou automobilísticos) podem lesionar músculos, ligamentos e tendões, provocando dor na lombar.

Choques mais intensos também podem comprimir a coluna vertebral, provocando a ruptura ou hérnia dos discos intervertebrais – situação que poderá resultar em dor.

– Degeneração dos discos intervertebrais

Diferentemente da dor muscular, a degeneração dos discos situados entre as vértebras da coluna pode causar dor crônica e até mesmo limitar os movimentos da região lombar.

Trata-se de uma das causas mais comuns de dor na lombar, e ocorre pelo fato dos discos perderem a integridade com o passar da idade.

Enquanto saudáveis, os discos intervertebrais servem para manter a postura e permitir a flexão, alongamento e torsão da região mais baixa da coluna.

À medida que vão se deteriorando, os discos perdem sua capacidade amortecedora, e o resultado é perda de altura, maior rigidez nos movimentos e, muitas vezes, dor.

– Hérnia de disco

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A condição ocorre quando os discos que atuam como amortecedores entre as vértebras saem de sua posição habitual ou se rompem, podendo comprimir nervos e causar dor.

– Osteofitose

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Conhecida popularmente como bico de papagaio, a osteofitose é um tipo de artrose que desgasta as articulações da coluna e leva à formação de estruturas ósseas excedentes em locais não habituais.

Essas formações ósseas apresentam-se na radiografia como pequenas estruturas alongadas que de fato se assemelham ao bico de uma ave. Podem causar instabilidade na coluna e muitas dores quando começam a pressionar os nervos.

– Radiculopatia

O termo se refere à inflamação, compressão ou lesão de uma raiz nervosa. A pressão sobre o nervo causa dor, sensação de formigamento e até mesmo amortecimento do local ou de outra parte do corpo servida pelo nervo em questão.

A radiculopatia pode ocorrer quando um disco vertebral se rompe ou se projeta para os lados, ou então em casos de estenose espinhal (estreitamento do canal vertebral que pode causar dor e sensação de amortecimento ao andar).

– Ciática

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A ciática – ou dor ciática – ocorre quando há uma compressão do nervo ciático, o mais longo e espesso nervo do corpo humano.

O ciático percorre o caminho dos glúteos até a porção posterior da perna, mas quando comprimido a dor pode se irradiar para a região lombar, pernas ou até mesmo para os pés.

Casos mais graves de dor ciática – quando o nervo está sendo pressionado entre o disco e o osso adjacente – podem levar ao amortecimento do local, e causar dores seguidas de fraqueza muscular.

Quando procurar um médico?

É recomendado procurar um especialista se você:

  • apresentar dores nas costas que já duram mais de uma semana;
  • começar a sofrer com dores insuportáveis na região dos rins e não conseguir se movimentar sem dor (podem ser cálculos renais);
  • tem histórico de câncer de pulmão, mama ou de próstata e começa a apresentar dores na lombar sem motivo aparente;
  • notar que suas dores estão piorando;
  • sentir dores, amortecimento e sensação de formigamento que descem até as pernas;
  • apresentar dor repentina ou fraqueza nas pernas e pés (mesmo na ausência de dor nas costas);
  • perder o controle da bexiga e dos intestinos, em associação às dores na lombar;
  • perceber que a dor na lombar está dificultando o caminhar e a realização das tarefas diárias;
  • estiver fazendo tratamento prolongado com corticosteroides ou hormônio da tireoide e notar o surgimento repentino de dores lombares (estes fatores podem levar ao surgimento de osteoporose em pessoas de meia-idade).

Diagnóstico

Para determinar se você tem lombalgia e qual o melhor tratamento para a sua condição, o médico irá fazer uma anamnese (entrevista) e combiná-la com um exame físico.

Em algumas situações poderá ser necessária a realização de exames de imagem (como radiografia, ressonância magnética ou tomografia) e de sangue ou biópsia para verificar possíveis causas da dor na lombar.

Como tratar

O tratamento para a dor na lombar costuma ser bastante conservador. Com exceção da síndrome da cauda equina, qualquer indicação de cirurgia na região por conta de hérnia de disco deverá ser acompanhada de uma segunda ou terceira opinião médica. Isso porque a maioria dos casos regride apenas com repouso e medicamentos que controlem a dor.

O tratamento para a dor na lombar que não esteja relacionada a complicações mais sérias consiste de:

– Repouso

Não significa ficar deitado por dias a fio na cama, mas sim um cuidado maior com movimentos que possam agravar a dor. A permanência na cama por um período prolongado pode causar perda de massa muscular, o que por sua vez tende a agravar ainda mais o quadro de dor na lombar.

Estudos clínicos indicam que pessoas que mantêm suas atividades diárias sem repouso na cama após o surgimento das dores na lombar apresentam melhor flexibilidade na coluna do que aquelas que optam por repouso total de uma semana.

Há ainda evidência de que o repouso absoluto pode levar ao surgimento de coágulos sanguíneos, depressão e agravamento das dores.

A orientação é não ficar acamado por mais que dois dias, e sempre que possível colocar um travesseiro sob os joelhos, de maneira a diminuir a pressão sobre a região lombar.

– Compressas

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A aplicação de calor ou frio costuma ser uma boa opção de tratamento não-medicamentoso para a dor na lombar.

Recomenda-se utilizar gelo nas primeiras 24-48 horas após a lesão, fazendo diversas aplicações diárias de 20 minutos cada.

A compressa fria irá promover a contração dos vasos sanguíneos e reduzir o inchaço, podendo inclusive causar um amortecimento do local dolorido. Já o calor poderia ter efeito contrário nesta fase inicial das dores, uma vez que temperaturas elevadas aumentam o fluxo de sangue para a área afetada e podem aumentar o desconforto.

Quando não há um trauma aparente você pode optar por utilizar a compressa quente, pois o calor causará um relaxamento muscular e poderá trazer alívio para dores crônicas.

Caso sinta que a compressa aquecida esteja aumentando a dor, interrompa o tratamento por dois dias antes de aplicar calor ou frio no local novamente.

– Fisioterapia

Exercícios leves que fortaleçam a musculatura da região abdominal podem aumentar a mobilidade e a flexibilidade, melhorando o quadro de dores lombares crônicas.

A figura abaixo traz alguns exemplos de exercícios para dor na lombar:

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Como alguns movimentos podem piorar a dor nas costas, converse com um profissional da área antes de iniciar atividades que possam causar ainda mais desconforto no local já afetado.

– Medicamentos

Paracetamol, aspirina, ibuprofeno, diclofenaco, naproxeno são alguns dos remédios utilizados para reduzir as inflamações e controlar a dor na lombar.

Lembre-se de que apenas um médico poderá dizer qual o melhor medicamento para tratar sua condição.

Prevenção

A prevenção ainda é o melhor tratamento para a dor lombar. Independentemente da sua faixa etária, existem medidas que você pode tomar para prevenir ou reduzir a incidência de episódios de dor na lombar.

São elas:

  • Atenção ao peso (o objetivo é permanecer dentro da sua faixa de IMC);
  • Cuidado com a postura, tanto durante o dia quanto ao dormir (ao se deitar, utilize um travesseiro entre ou sob as pernas, como na imagem abaixo);

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  • Evitar permanecer em pé, sentado ou curvado por muito tempo;
  • Praticar exercícios que fortaleçam a musculatura abdominal e alongar-se frequentemente;
  • Ao se abaixar para pegar um objeto, lembrar-se de dobrar os joelhos, e não a coluna;
  • Prefira sapatos com salto baixo e solado macio;
  • Caso trabalhe sentado, faça pequenas pausas a cada 50 minutos para caminhar e alongar;
  • Não utilize um colchão excessivamente mole ou duro;
  • Mantenha um consumo adequado de cálcio (a fim de evitar a osteoporose)
  • Sente-se sobre os glúteos, e não sobre a lombar;

Alimentação

Além de todas as dicas acima, manter uma alimentação rica em alimentos anti-inflamatórios é o primeiro passo para manter o corpo saudável e minimizar as inflamações e desconfortos causados pela dor na lombar.

via MundoBoaForma

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