Acordo retira toneladas de sódio de produtos

Apesar do número animador, pesquisa feita pelo IDEC aponta que 32 dos 291 produtos alimentícios avaliados tem mais sal do que o teto estabelecido

sal

Firmado em 2011 pelo Governo Federal em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA), o acordo que prevê a diminuição de sódio de produtos industrializados, como pão de forma, bisnaguinhas e macarrão instantâneo, já retirou 1.295 toneladas de sal da mesa do brasileiro, segundo o Ministério da Saúde. E esse número deve crescer mais nos próximos anos, pois a previsão é que a retirada alcance 28 mil toneladas de sódio até 2020.

O objetivo dessa medida é promover uma alimentação mais saudável no país e evitar o consumo excessivo de sal, que pode causar Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como hipertensão arterial, problemas cardiovasculares e renais.

De acordo com o Ministério da Saúde, as DCNT são responsáveis por 63% dos óbitos no mundo, e 72% das mortes no Brasil. Um terço destas mortes acontece com pessoas com idade inferior a 60 anos. Se o consumo de sódio for reduzido a quantidade recomendada pela OMS (no máximo 5 g por dia), por exemplo, os óbitos por acidentes vasculares cerebrais podem diminuir em 15%, e as mortes por infarto em 10%.

Atualmente, o brasileiro consome mais do que dobro do que é recomendado pela OMS e tem uma percepção errada sobre a quantidade correta de sal a ser consumida diariamente. De acordo com o estudo Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), feito pelo Ministério da Saúde, 48,6% da população brasileira avaliou seu nível de consumo diário de sódio como médio. No entanto, estima-se que, em média, seja ingerido 12 g de sódio por pessoa.

Alguns alimentos que estão descumprindo o acordo para a redução do sal podem ser um dos principais responsáveis por esse número alarmante. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) avaliou 291 produtos, e apontou que 32 deles (11%) tem mais sódio do que o teto determinado (veja a lista completa aqui). Segundo o site da instituição, a diferença entre o valor de sódio estipulado pelo Ministério da Saúde e o presente em alguns produtos pode ultrapassar os 80%.

via Ativo.com

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